Poxa, o que eu fiz com minha irmã? Poxa, ela era uma menina tão certinha e tudo mais e eu... Eu não podia suportar isso. Minha pequena irmã Sharon. Ela era tão inocente, tão delicada... E AQUILO ME IRRITAVA! Ela não podia ser assim, não tendo eu como irmão! Eu ia mudar aquilo... e mudei....
Existe coisa melhor para influenciar uma pessoa que a musica? Não. Então mostrei à ela as musicas que eu gostava, e puxa, ela gostou. Ela gostou de Bad Religion, Pink Floyd, Ramones, tantas outras e quando vi ela já estava mais envolvida, muito mais envolvida, que eu. Ela me pediu para q eu a levasse para os shows, pediu para eu apresentasse meus amigos. E quando dei por mim ela já era uma de nos, como se sempre fosse de lá.
Mas, putz, eu tive que me afastar. Afastar a proteçao que eu dava a minha irmãzinha. Alguns anos haviam se passado, ela tinha cresido, mas ainda assim era minha irmãzinha. Achei, achei mesmo, que ela iria se virar no meio de toda aquela baderna que eu sempre gostei. Achei q tivesse feito o certo com ela. Porem o ambiente falou mais forte. Um dia ela chegou em casa, cheirava alcool, cheirava cigarro, cheirava maconha.
A culpa me dominou. Não era nisso que eu queria transformar minha irmãzinha. Não era, eu juro. Eu pensei que tivesse ensinado direito ela a ter um pouco mais de cabeça. Pensei que ela tinha entendido o que eu queria dizer. Que ter atitude era dizer não quando todos dizem sim. E dizer sim quando todos dizem sim, e você acredita que todos estejam certos.
Mas ela não entendeu... e agora carrego a culpa no meu peito. Atitude? O que é atitude?
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
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