Estranho. Sempre me considerei uma pessoa alegre e de bem com a vida. Tenho visto com pesar, no espelho, o amargor que me domina nos últimos meses. Talvez a explicação seja essa maldita responsabilidade, o incrível sentimento de incompetência que tenho tido nesses três anos passados, nos quais não entrei em faculdade alguma, o falta de um carinho amoroso -quanto tempo não tenho estado nos braços de mulher alguma?
Mas é verdade. O meu humor sarcástico que sempre me orgulhei, continua firme e forte, contudo, mais amargo que jamais esteve. A minha paciência para as pessoas está no limite e pelo menos umas duas vezes por dia me vejo socando alguém nos meus mais secretos devaneios.
Isso, porém, não pode ser de forma alguma o real motivo de meu amargor. E acredito estar chegando muito próximo a uma conclusão sobre meu atual estado de espírito. Há pouquíssimo tempo fiz novas amizades, voltei a falar com antigas e tem outras que falo pouco, mas, sempre que o faço meu dia se renova.
Pois percebi que quando com meus amigos estou, por algum motivo qualquer, nervoso, eles recebem esse meu nervosismo, e quando eu passo isso para as pessoas em volta de mim, fico ainda mais nervoso. Tudo um grande ciclo que eu preciso encontrar uma forma de quebrar.
Agora estou enfrentando a real POSSIBILIDADE de mudar de cidade. De deixar para trás tudo que me alegra, tudo que me entristece e tudo que me alegra e entristece ao mesmo tempo. Não queria deixar certas coisas para trás, só espero que SE eu mudar consiga voltar como eu era a dois/três anos atrás.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
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