sexta-feira, 22 de maio de 2009

Nossa mascara diaria

Masquerade from Aziz K. on Vimeo.



Enquanto eu fazia, hoje, minha rotineira visita por sites de conteúdo audiovisual diverso, me deparei com esse clipe fantástico no SmellyCat. É do estudante Aziz Kocanaogullari , que fez o vídeo como trabalho de conclusão de curso. Não sei se eu sou, muito deprê hoje, mas o curta é magnífico. Mostra de uma forma delicada o nossa rotina de sorrir e dar tchauzinhos.

Por mais triste e deprimente que se seja sorrir quando o desejo é de gritar. Essa provavelmente é a unica forma possível de se ter um contado social com as pessoas. Poucas pessoas que perguntam "como está você" esperam outra resposta além de "bem". Ninguém quer ouvir você se lamentando. Ninguém gosta dos famosos nuvens negras. Aquelas pessoas, não contentes em estarem deprimidas, parecem carregar junto a si uma aura de infelicidade e lamentações. Ficam em um canto cabisbaixo, se recusam, mesmo a amigos, dizer o problema. E se mantém, mesmo que afastado, no campo de visão. Ver outra pessoa querida triste, nos entristece ainda mais.

Bom seria poder tirar a mascara e cantar loucamente nos dias que acordamos com aquela vontade danada de mandar flores para o delegado ou beijar o português da padaria. Ou aquele dia que estamos mais sem graça que a top model magrela da passarela, pudessemos nos simplesmente chorar sem medo de ser constrangedor. Talvez essa não seria a solução, mas seria bom, isso seria.